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Posted by Jornal da Família
por João César das Neves
Estão criadas as condições ideais para o Natal. Basta olhar à volta e vê-se logo. Reparem como todos andam atarefados com a sua vida, festejos, compras, boas-festas. Tudo se centra em consumo, prazer, dinheiro, azáfama. Não é isto mesmo o ideal para o Natal?
Pelo menos na vida pública, ninguém parece interessado no significado desta festa, no presépio e no nascimento de Cristo. Vemos renas, árvores, sinos, trenós, mas poucas manjedouras. As montras, anúncios, jornais, televisões falam do Pai Natal ou do Obama em Copenhaga, não de Jesus.
Ninguém medita no acontecimento espantoso que é Deus nascer como um menino, o Omnipotente vir viver como um de nós para trazer toda a felicidade do Céu à tristeza deste mundo.Olhamos à volta e tudo parece alheio a essa espantosa Boa Nova, que mudou e muda o mundo. Basta ver isto e compreende-se: estão criadas as condições ideais para o Natal.Porque foi precisamente assim na primeira vez que houve Natal. Quando Jesus nasceu também ninguém lhe ligou nenhuma. Toda a gente se atarefava na sua vida, sem sequer saber do estábulo. As atenções estavam centradas nas árvores, no gado, no consumo, prazer.
Falava-se de Herodes, gordo e de barbas brancas como o Pai Natal, e no imperador Augusto, com enormes semelhanças a Obama. Apesar de avisadas pelos profetas, as pessoas não conseguiam sequer imaginar que Deus pudesse visitar o seu povo.
No dia de Natal ninguém achava possível haver Natal. Como hoje. Porque o Natal depende da vontade sublime de Deus, não das condições que nós criamos.
Desemprego e atitude
Posted by Jornal da Família
por João César das Neves
in DN
O desemprego é o elemento mais dramático da crise. Não só o impacto produtivo é terrível mas os seus efeitos estão longe de ser apenas económicos ou financeiros. Nos tempos que correm, a profissão faz parte da identidade pessoal, e perdidas referências espirituais ou ideológicas, muita gente coloca na sua ocupação a própria razão de existir. Isso torna terrível a evolução da taxa, que começou a subir em 2001 e atinge níveis históricos.
O sofrimento é grande, mas lidar com um mal destes exige abandonar emoções e falácias, enfrentando de forma clara e decisiva a questão. A única forma de combater o desemprego é através de uma das coisas mais simples e mais exigentes: mudar atitudes.
Primeiro é preciso compreender que estar desempregado não é vergonha e pedir emprego é uma honra. Dignificar a situação é meio caminho para a resolver.
Depois há que recusar a armadilha política e esquecer o uso da questão como munição na luta de almofadas partidária que alimenta o ocioso circo mediático. O desemprego é uma questão económica, resolvida nas empresas, mercados e investimentos. Neste processo, os programas estatais costumam complicar mais que ajudam, mesmo quando se enganam presumindo da própria eficácia. Os melhores governos são os que estragam pouco, mas há muito que não temos desses por cá.
O terceiro erro consiste em achar que os empregos nascem nas árvores. Procura-se trabalho como numa apanha de frutos em pomar rebuscado. Os empregos primeiro criam-se, só depois podem ser ocupados. Muitos desempregados deveriam lançar o próprio negócio, sem acreditar na geração expontânea de tarefas. Trabalhar é ser útil, criar valor. O mal está na opinião pública, que começa por desprezar empresários e gestores, tratando-os como exploradores, parasitas ou pior. Depois, o Governo persegue-os com impostos, regulamentos e fiscalizações. No final, todos se surpreendem por faltarem postos de trabalho.
Outro disparate é pensar que se trabalha no que se quer, não no que é preciso. Não existe falta de empregos em Portugal, que criou centenas de milhares nos últimos anos. Esses trabalhos não agradaram a nacionais e tiveram de vir multidões de emigrantes para os ocupar. Mesmo com a crise persiste a falta de trabalhadores em muitas funções. É difícil encontrar canalizadores e electricistas enquanto sobram advogados e professores. Para funções à secretária há chusmas de candidatos, mas noutras secções as disponibilidades são escassas. Ainda há quem se indigne por já não ser verdade que o curso superior garante emprego bom e fácil. Mas é assim há mais de 20 anos. No antigo regime a escassez de licenciados concedia-lhes facilidades momentâneas, há muito desaparecidas. É tempo de compreender a realidade e procurar estudos e formações úteis, não pomposas. Aí o Estado só complica.
A quinta tolice é pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados. Esta velha falácia é persistente, apesar de sempre negada. É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento. Ou queda se, em vez de aumentar o bolo, se lutar pela sua divisão.
Isto leva à estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade, ainda com décadas de capacidade e eficácia à sua frente. Usar a reforma para promoção do emprego é um infame crime nacional, que estrangula empregos e paralisa a economia. Também aqui o erro tem origem histórica há muito inválida. Há décadas a saúde precária recomendava reforma aos 60 anos, que na altura era impossível. Hoje, podendo pagar, isso já não é preciso porque as pessoas vivem válidas até muito mais tarde. Políticos míopes usam o tema para demagogia e criam problemas terríveis. O mais espantoso é os próprios aceitarem a ociosidade e inacção, na triste irrelevância que lhes custa tanto quanto ao País.
Como o sistema económico funciona, não é fácil fazer subir o desemprego. Mas, como se vê, é possível atingir a catástrofe actual através de erros fortes e consistentes.
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Cultura e questões sociais em destaque no programa do Papa em Portugal
Posted by Jornal da Família
A visita de Bento XVI a Portugal irá decorrer de 11 a 14 de Maio de 2010, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto. Além dos encontros com as autoridades políticas do nosso país, o programa, apresentado oficialmente esta Segunda-feira, irá realçar três sectores: o mundo da cultura, os sacerdotes e as organizações de pastoral social. (ler mais)
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As ameaças contra a família
Posted by Jornal da Família
No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: “a proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimónio meramente civil, em contradição com a vocação dos baptizados “a casarem-se no Senhor” (1 Cor7, 39), a celebração do matrimónio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimónio” (FC,7).
Na Carta ás Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II disse:“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Às vezes até parece que se procure, de todas as formas possíveis, apresentar como “regulares” e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de facto, são “irregulares”… Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão”(CF, 5).
Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o Papa diz:“…uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13)
Mostrando os riscos que o 'amor livre' e o 'sexo seguro' representa hoje para a família, o Papa adverte:“O chamado 'sexo seguro', propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso.
“Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado 'amor livre', tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento “verdadeiro”, quando, efectivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do 'amor livre'! … Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de facto, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).
“Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado 'amor livre', tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento “verdadeiro”, quando, efectivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do 'amor livre'! … Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de facto, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).
Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimónios entre homossexuais, até admitindo a adopção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, reagiu de maneira forte e imediata:“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral… Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm carácter, fé, ou como o povo diz, “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.
Não consigo aceitar a desculpa de um pai que afirma que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar a um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.
Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família: “Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos… o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).
A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado de 1 a 3 de outubro, denunciou: "A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos” (1.1).
“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para “desconstruir” a família, de forma que o sentido de “casamento”, “família” e “maternidade” é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos “direitos sexuais” espúrios e “direitos de reprodução”. Entretanto, estes direitos estão, de facto, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).
“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está a sofrer com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação… Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).
“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades…”(1.5).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm carácter, fé, ou como o povo diz, “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.
Não consigo aceitar a desculpa de um pai que afirma que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar a um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.
Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família: “Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos… o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).
A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família, que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado de 1 a 3 de outubro, denunciou: "A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos” (1.1).
“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para “desconstruir” a família, de forma que o sentido de “casamento”, “família” e “maternidade” é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos “direitos sexuais” espúrios e “direitos de reprodução”. Entretanto, estes direitos estão, de facto, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).
“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está a sofrer com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação… Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).
“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades…”(1.5).
“A família é o “santuário da vida”. Seu compromisso com a protecção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente através da paternidade responsável” (3.3).
Estas alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos, e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!
Estas alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos, e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!
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Guarda organiza Jornada da Família
Posted by Jornal da Família
A cidade da Guarda acolhe no próximo dia 28 de Novembro uma «Jornada da Família». O encontro, que começará às 9h30, decorrerá no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos.
As conferências reflectirão sobre os “Valores morais da Família em mudança” e as “Questões novas às Famílias cristãs de hoje”. As palestras serão proferidas pelo Cón. Jorge Cunha, da diocese do Porto, professor de Teologia Moral na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
A iniciativa é organizada pelo Secretariado Diocesano da Família.
As pessoas que desejarem almoçar no Centro Apostólico devem fazer a inscrição até 25 de Novembro. O custo é de 15 € por casal e 8 € por pessoa.
As conferências reflectirão sobre os “Valores morais da Família em mudança” e as “Questões novas às Famílias cristãs de hoje”. As palestras serão proferidas pelo Cón. Jorge Cunha, da diocese do Porto, professor de Teologia Moral na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
A iniciativa é organizada pelo Secretariado Diocesano da Família.
As pessoas que desejarem almoçar no Centro Apostólico devem fazer a inscrição até 25 de Novembro. O custo é de 15 € por casal e 8 € por pessoa.
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Quem é revolucionário?
Posted by Jornal da Família
Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?
No recente debate do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o mais curioso é ouvir dizer que se trata de um direito fundamental. Alguns põe um ar grave e afirmam estarem em causa valores básicos. Mas, se é mesmo tão básico, porque ficou omisso em trinta e tal anos de democracia? Porque não consta nos documentos de referência e declarações de direitos dos últimos séculos? Como é possível os militantes, que hoje o reivindicam com urgência, terem-no esquecido tanto tempo? Mas estas afirmações, mesmo se caricatas, apontam para um dos maiores problemas culturais da actualidade.
A luta pela justiça social é o valor supremo da nossa civilização. Outras épocas e regiões buscavam a sabedoria, glória, beleza, mas a nossa quer uma sociedade justa e livre. Todos fomos educados colocando a equidade no lugar máximo e vendo a sua busca como imposição definitiva e universal. Precisamente por isso a nossa sociedade montou múltiplos mecanismos de protecção, equilíbrio e compensação que pretendem eliminar a maior parte dos agravos.
Esse sucesso é a origem do problema. Claro que ainda permanecem muitas injustiças e discriminações, como haverá sempre. Mas na nossa cultura sofisticada estão afastadas as grandes causas, combates incontroversos, campanhas claras e indiscutíveis. Nós, que crescemos à sombra dos grandes lutadores contra o fascismo, racismo, machismo e afins, não conseguimos igualar esses tempos heróicos.
Por isso pululam os rebeldes sem causa, militantes desempregados, activistas em busca de quem proteger. Claro que é fácil encontrar quem precise de defesa e apoio. Quem quiser combater o mal tem muito a fazer, como sempre teve e terá. Mas as situações que restam são simples, rotineiras, menores, próximas. Falta- -lhes o romance e a dimensão das velhas lutas de Robespierre, Marx, Pankhurst, Luther King, Mandela, Xanana.Pior, as forças que lutavam pela liberdade, igualdade e justiça estão hoje no poder, vendo-se a si mesmas dos dois lados. Como protestar contra ministros, banqueiros e empresários, se são nossos correligionários? O resultado é a grande crise da Esquerda, a quem há décadas faltam causas e sobram remorsos.
As coisas são ainda mais graves porque as razões que motivam esses generosos movimentos vêm envolvidas em grande ambiguidade. Nos conflitos actuais de valores chocam argumentos onde é cada vez mais difícil determinar o bem e o mal.
Em certos casos, as ideologias conduzem mesmo a resultados terríveis. Na luta pelo aborto, por exemplo, os activistas vêem-se cúmplices de um crime de sangue, com morte de seres humanos. Não há dúvida que é morte e não há dúvida que é humana. Por muitos argumentos e elaborações que arranjem, estão do lado da agressão aos mais fracos entre os mais fracos. Também a banalização do divórcio foi feita evidentemente à custa dos desfavorecidos. A lei facilita a vida a marialvas, adúlteros e irresponsáveis, deixando desprotegidos as crianças, mulheres, pobres, idosos. No calor da argumentação ideológica é possível disfarçar, mas o quotidiano de sofrimento desafia as falácias dos activistas.
Aliás, como os proletários costumam ser conservadores na vida e família, a esquerda vê-se cada vez mais a defender interesses burgueses. Mesmo agora, no casamento de homossexuais, é difícil defender que se trata do socorro de classes desprotegidas, prioridade social, necessidades essenciais. A retórica repete tiradas bombásticas de outros tempos, mas a fragilidade, complexidade e ambiguidade da questão é muito maior.
Existe ainda uma ironia final gritante. Que é mais corajoso, lutar por causas libertinas que toda a opinião pública tolera, ou defender os valores exigentes do casamento, família e vida? Quem são realmente rebeldes, os membros do Bloco de Esquerda que a imprensa exalta e os intelectuais apoiam, ou os que enfrentam as teses politicamente correctas? Onde está hoje a verdadeira heterodoxia, rebeldia, atrevimento? Quando a esquerda se torna estabelecida, burguesa, dominante, quem é realmente revolucionário?
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Gasolina
Posted by Jornal da Família
in Destak, 19/11/2009
Os preços do petróleo estão a subir, apesar de ainda longe dos picos do ano passado. Em breve se voltará a falar de «choque», repetindo as queixas habituais. Sobretudo porque, como toda a gente sabe, quando o petróleo sobe os preços da gasolina sobem, mas quando desce nem sempre descem.
Isto que toda a gente sabe é falso, como se vê nos dados recentes. Os preços do barris de petróleo (média do U.K. Brent, Dubai, e West Texas Intermediate, acessíveis em http://www.imf.org/, convertida em euros) atingiram o seu pico em Junho de 2008, 105% acima do valor em Janeiro de 2007, início da subida. Depois caíram 67% até Dezembro, altura em que voltaram a aumentar, tendo já ganho 65% a partir do mínimo.
Entretanto, os preços de venda ao público das várias gasolinas em Portugal (acessíveis em http://www.dgge.pt/) começaram a subir em Fevereiro de 2007 e aumentaram cerca de 25% até Julho de 2008 (44% o gasóleo). Depois, contrariando a opinião pública, os preços desceram quase 30% até Janeiro deste ano (34% o gasóleo até Março), altura em que começaram de novo a subir, tendo ganho já cerca de 20% (13% o gasóleo).
Assim, como seria de esperar, os preços do combustível variam muito menos que os custos da matéria-prima, e até caem mais do que tinham aumentado. O que é inesperado é que eles sigam de perto o ritmo dos preços mundiais do barril. Não há razão económica para a coincidência, pois petróleo bruto é muito diferente de gasolina. Mas isto mostra que devemos ter muito cuidado com aquilo que toda a gente sabe, que é algo que nem toda a gente sabe.
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A destruição da Família
Posted by Jornal da Família
Sim, já não vale a pena tentar tapar-se o sol com a peneira. A família está destruída, enquanto célula da coesão social, enquanto centro de sustentáculo do futuro, enquanto núcleo de projecção da paz individual e colectiva, enquanto criador de valores, suporte da estabilidade desejável, inexistente.
A causa da sua desagregação está diagnosticada: um mau uso da liberdade individual e colectiva, que desaguou na permissividade, no relativismo, em suma e em parte em libertinagem.
O relativismo é a ausência de consciência do mal; já não há valores absolutos de prescrição incontornável, de observância genérica, a que todos estamos obrigados; ao sofrimento que é próprio da condição humana, dele se foge ao mais pequeno sintoma e o que importa é o prazer imediato, donde os vínculos familiares entre pais e filhos, marido e mulher subsistirem enquanto não forem fonte de obstáculos, tropeços e limitações.
A causa da sua desagregação está diagnosticada: um mau uso da liberdade individual e colectiva, que desaguou na permissividade, no relativismo, em suma e em parte em libertinagem.
O relativismo é a ausência de consciência do mal; já não há valores absolutos de prescrição incontornável, de observância genérica, a que todos estamos obrigados; ao sofrimento que é próprio da condição humana, dele se foge ao mais pequeno sintoma e o que importa é o prazer imediato, donde os vínculos familiares entre pais e filhos, marido e mulher subsistirem enquanto não forem fonte de obstáculos, tropeços e limitações.
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Posted by Jornal da Família
Caros leitores e Assinantes do Jornal da Família, tenho alegria de vos comunicar que o nosso Jornal em Janeiro próximo celebrará 50 anos de vida. É uma efeméride digna de ser assinalada por todos e ao longo de todo o ano.
Neste sentido gostaria de fazer dois pedidos a todos os Leitores e Assinantes:
Primeiro, que todos se empenhem na difusão do Jornal, conseguindo assinaturas junto de pessoas amigas.
Segundo, gostaria que uma das nossas publicações ao longo do ano 2010, fosse feita de testemunhos acerca do Jornal. Cada Assinante e/ou leitor, de forma simples e breve, poderia dizer o que para si tem sido, receber o Jornal todos os meses e respectivos conteúdos. Depois envie esse testemunho à redacção ou à Administração do Jornal (familiaadm@netcabo.pt ou mailto:familiaadm@jornaldafamilia@netcabo.pt).
Para realizar este projecto, confiamos na generosidade e boa vontade de todos os Leitores.
Neste sentido gostaria de fazer dois pedidos a todos os Leitores e Assinantes:
Primeiro, que todos se empenhem na difusão do Jornal, conseguindo assinaturas junto de pessoas amigas.
Segundo, gostaria que uma das nossas publicações ao longo do ano 2010, fosse feita de testemunhos acerca do Jornal. Cada Assinante e/ou leitor, de forma simples e breve, poderia dizer o que para si tem sido, receber o Jornal todos os meses e respectivos conteúdos. Depois envie esse testemunho à redacção ou à Administração do Jornal (familiaadm@netcabo.pt ou mailto:familiaadm@jornaldafamilia@netcabo.pt).
Para realizar este projecto, confiamos na generosidade e boa vontade de todos os Leitores.
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É preciso não esquecer
Posted by Jornal da Família
por João César das Neves
in DN, 16/11/2009
O primeiro-ministro reiterou que o Governo avançará com a proposta para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e afastou a hipótese de referendo, dizendo não aceitar "nenhuma lição de democracia" (Sol 6/Nov.). Pobre de quem, pela arrogância da resposta, mostra não entender a democracia. Mas a resposta é curiosa, porque foi nestes temas da vida e família que surgiram os maiores atropelos ao espírito e prática democráticos no Portugal moderno.
Lembremos que nunca a política desceu tão baixo como no longo processo que levou ao actual financiamento público do aborto. A lei da liberalização da prática foi chumbada no Parlamento por um voto a 20 de Fevereiro de 1997. Mostrando supino desprezo pelas instituições, a mesma câmara, depois de substituir alguns deputados, voltou a votar a mesma lei na mesma legislatura, aprovando-a a 4 de Fevereiro de 1998 por nove votos. O descaramento foi tal que até a Assembleia percebeu não poder deixar as coisas assim e convocou um referendo nacional, que a 28 de Junho de 1998 rejeitou a lei.
O veredicto era claro e democrático. Mas a arrogância de quem se julga sabedor e não precisa de lições nunca respeita a vontade popular. Pior ainda, ao convocar novo referendo foi decidido que o tema não ia ser o aborto, acerca do qual já se sabia a opinião. Toda a discussão em 2007 omitiu a referência a embriões, gravidez e até hospitais, para se centrar apenas em... mulheres presas. Quem é que quer as pobres mães atrás das grades? O magnífico embuste resultou e a 11 de Fevereiro, apesar de os votos de rejeição terem aumentado, os abortistas conseguiram a desejada vitória, que os levou não a libertar mulheres, porque nenhuma estava presa, mas a promover o aborto livre e barato.
A experiência eliminou de vez o respeito dos activistas pelo processo democrático. Nunca mais o povo foi consultado, usando-se os meios mais expeditos e manipuladores para atacar as leis mais essenciais e estruturantes.
Em Julho de 1999, o presidente Jorge Sampaio vetou a "lei da procriação medicamente assistida", referindo como razão o insuficiente debate público. Quando o Presidente Cavaco Silva promulgou a lei revista (Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho) teve de enviar uma mensagem à Assembleia, manifestando o seu desconforto. Depois, o Governo decidiu banalizar o divórcio e Cavaco Silva foi obrigado a devolver o diploma sem promulgação em Agosto de 2008 com graves críticas à irresponsabilidade do articulado. Acabou por promulgar a Lei n.º 61/2008 de 31 de Outubro, reiterando as críticas em mensagem de 20 de Outubro. Em Agosto deste ano, o Presidente não promulgou a lei das uniões de facto (Decreto 349/X), aprovada a correr no final da legislatura, citando mais uma vez "a ausência de um debate aprofundado" (Mensagem de 24 de Agosto). Como se vê, o Governo e os seus correligionários precisam mesmo de lições de democracia.
Dada a vergonha desta história, é claro que agora, na questão estrutural da definição do casamento, nunca admitirão um referendo, sabendo que vão perder. Só o fariam se tivessem uma coisa de que mostram carecer: vergonha. A recusa baseia-se num argumento sumamente desonesto: o facto de a proposta do casamento entre pessoas do mesmo sexo figurar nos programas eleitorais. Quem o diz sabe bem a enormidade do que afirma. Os programas não são menus, em que se possa escolher o que se gosta e rejeitar o resto. Os votos numa lista nada informam sobre a opinião em rubricas concretas. O mais elementar bom-senso e respeito democrático recomendariam uma ponderação cuidada na mudança de uma lei tão fundamental. Mas bom-senso e respeito democrático foi o que mostraram não ter neste tema há décadas.
As gerações futuras censurarão asperamente a nossa pelas terríveis infâmias legais cometidas contra a vida e a família. A apatia e comodismo generalizados merecem bem o repúdio. Mas não podemos esquecer também as enormes manipulações, fraudes e indignidades do processo que, sem desculpar a cumplicidade passiva, mostram bem a baixeza dos ataques.
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Capitalismo
Posted by Jornal da Família
por João César das Neves
Na segunda-feira, 9 de Novembro, celebraram-se os 20 anos da queda do muro de Berlim. Nesse dia, a BBC publicou um vasto inquérito sobre o sistema económico. Os resultados são devastadores: «Só 11 por cento dos inquiridos em 27 países consideram que a economia capitalista funciona correctamente e 51 por cento acham necessária mais regulação e reforma para a corrigir.» (Lusa 2009-11-09 às 12:25). Karl Marx no túmulo deve ter rido. Duas décadas após a suposta morte do seu sistema, o detestado capitalismo encontra-se doente. Na actual crise, muita gente relembra as críticas, se não mesmo as propostas d'O Capital.
Em grande medida, estamos hoje como há 150 anos, antes da intervenção dos reformadores socialistas. O nosso sistema é censurado pela injustiça que gera, pela instabilidade que promove, pela competição que instiga, precisamente as críticas que Karl Marx, com o seu inimitável estilo, arremessou contra a burguesia e a economia mercantil em 1867. Em muitas dimensões os seus diagnósticos mantêm-se válidos. É verdade que evoluímos muito e temos sindicatos, segurança social, regulação, participação dos cidadãos, defesa do consumidor, ambiente, etc. Mas a crise mostrou os erros que se mantêm.
Não há dúvida de que o capitalismo é o pior de todos os sistemas, com excepção de todos os outros. Pode-se aplicar à economia de mercado o mesmo que se diz da democracia. Aliás, pelas mesmas razões. Com o fiasco do sistema de Marx aprendemos que as alternativas ao capitalismo, que pareciam tão promissoras, se revelaram muito piores.
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Quem perdeu a década
Posted by Jornal da Família
por João César das Neves
in DN, 09/11/2009
Os especialistas já falam em década perdida na economia portuguesa. De facto, incluindo a previsão para este ano, a taxa de crescimento média anual nos dez anos desde 1999 é a mais baixa da economia moderna em Portugal (0.4%). Temos de recuar aos terríveis anos 20 para encontrar pior.Há suspeitos evidentes. O euro, nascido precisamente em 1999, parece o réu ideal. Impedindo desvalorizações, habituais nas décadas de crescimento, não se exime de responsabilidades. Apesar disso, a entrada na moeda única foi correcta, inadiável e vantajosa. Os inconvenientes verificados só aconteceriam se o resto da política económica não a levasse em conta. Como não levou. As culpas de um desastre não estão no carro se o motorista não tem carta de condução.Invocar a crise internacional, como hoje tantos fazem, também não colhe. Uma década não se perde em alguns meses. Se a crise explica de menos, a globalização explica de mais. A abertura financeira e comercial mundial e a consequente reestruturação produtiva são a grande força dinâmica da actualidade. O mundo nesta década cresceu à média de 3.5%, mais que nos anos 1980 e 90. Dividindo essa dinâmica planetária entre ricos e pobres surge uma pista curiosa para o nosso enigma. As regiões em desenvolvimento tiveram na média dos últimos dez anos o melhor crescimento do último meio século (5.9%), enquanto os países avançados viram a pior prestação (1.7%). Também os 12 fundadores da Zona Euro registam na década até 2009 o menor crescimento dos últimos 50 anos (1.4%). Assim, a nossa década perdida é paralela à dos países desenvolvidos, embora lá a taxa seja quádrupla da nossa.Esta breve inspecção trouxe bastantes elementos para reflexão. As recentes condições internacionais, excelentes para os pobres, não favoreceram os abastados, grupo a que, sem darmos por isso, já pertencemos. É irónico constatar que o mal está em sermos demasiado prósperos. Portugal cresceu menos que os pobres porque é rico, e menos que os ricos porque é novo-rico.A nossa falta de dinamismo sócio- -económico vem na cultura de parasitismo, direitos adquiridos, requintes, imposições e exigências, tudo pago pela tributação dos que produzem. Como novos-ricos, ganhámos hábitos refinados sem saber lidar com eles. Não se pensa em produzir como rico, mas em consumir como rico. Imitamos os europeus no centro comercial, não no emprego. Temos defesa do consumidor, ambiente, cultura, emprego, sexo. Só não há defesa do trabalho, empresa, produtor, desenvolvimento. Impomos muitas reivindicações, poucas realizações.O que mais choca na vida nacional é o alheamento político desta realidade, a irresponsabilidade de discursos e programas governamentais. Quem, perante a estagnação, fala de TGV e plano tecnológico, multiplica portarias, empola serviços, satisfaz interesses instalados, tudo à custa do orçamento, revela total incapacidade de vislumbrar o real problema do País. A nossa política centra-se em projectos fúteis e questões laterais e vistosas, como avaliação de professores e distribuição de portáteis, sem lidar ao essencial, o ensino. O Governo não cria condições para a recuperação; cria obstáculos por distracção.Alterar a situação implicaria enfrentar os grupos de pressão, fazer a tão falada consolidação orçamental, cortar despesas públicas, aliviar as receitas. Significava pôr os serviços públicos a servir as populações, não a seguir procedimentos. Exigiria reduzir os bloqueios à flexibilidade das empresas e criar um quadro regulamentar leve e eficaz, desmantelando miríades de exigências que, servindo múltiplos interesses e causas particulares, sufocam o dinamismo produtivo e atrasam a reestruturação. Ou seja, fazer o contrário do que dizem os governantes.A década não foi perdida porque, apesar de tudo, a reestruturação foi-se fazendo e a economia mudou. Mas se perguntarem aos ministros a razão de Portugal viver uma década estagnada, as respostas caem todas fora do alvo. Há anos que Governos de novos-ricos andam mais perdidos que a década.
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Bispos vão publicar nota sobre eutanásia
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Tribunal manda retirar crucifixos de escolas italianas
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imagem retirada de www.casadehon.orgO Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decide que a presença de crucifixos nas escolas públicas italianas viola as liberdades religiosas. O Vaticano reage com surpresa e amargura. (ler notícia)
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Referendo à legalização do casamento gay ganha apoios
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in Público, 04/11/2009
No programa do Governo a fórmula pode ser vaga, mas ainda assim não deixa margens para dúvidas. O executivo de José Sócrates quer "eliminar as barreiras jurídicas para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo", ou seja, legalizar os casamentos gay, e as movimentações em defesa de um referendo ganham novos apoios. Ontem, José Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS-PP, veio defender publicamente a consulta popular.
"Sou contra [a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo] e penso que é uma questão que não tem prioridade política, mas participarei nesse debate e penso que não é possível ao Governo e ao PS avançarem para uma alteração jurídica sem ouvir os portugueses", declarou o deputado, citado pela agência noticiosa Lusa. Considera ainda Ribeiro e Castro que o facto de o PS não ter ganho com maioria absoluta viu diminuída a sua "legitimidade" para avançar com a proposta.
Também ontem, o porta-voz dos socialistas católicos, Cláudio Anaia, desafiou José Sócrates a "ter coragem pessoal e política" para marcar um referendo. "Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos", argumenta. Numa nota tornada pública, dizem mesmo que "seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens".
Confluindo com esta posição, uma plataforma de 40 associações, parte das quais se envolveu activamente no combate à legalização da interrupção voluntária da gravidez, está já no terreno para lançar uma petição pública. "Estamos a tratar já da formulação da pergunta e dentro de duas semanas deverão ser divulgados os nomes dos mandatários dos movimento", adiantou ao PÚBLICO António Pinheiro Torres, que se destacou no combate à legalização do aborto. Já na próxima quarta-feira será realizado em Lisboa um debate, com professores de Direito, sobre o tema do referendo e da Constituição.
Para Pinheiro Torres, o compromisso de legalização dos casamentos gay vertido agora no programa do Governo, aliado aos projectos já entregues na Assembleia da República pelo BE e pelo PEV, não põe em causa a realização de um referendo. "A democracia está sempre a tempo", contrapõe. De resto, entende que o tema não foi suficientemente debatido na campanha eleitoral e por isso "a Assembleia da República não está mandatada" para tomar decisões. E porque se trata de "uma questão civilizacional, a voz deve ser devolvida ao povo", defende.
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Filhos tornam o casamento mais feliz
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Isso é o que prova uma pesquisa feita por cientistas de Glasgow, no Reino Unido
O que deixa você feliz - pensar no sorriso do seu filho, passar horas brincando com ele ou vendo aquele DVD no sofá pela 10ª vez? Pois uma pesquisa realizada na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, acaba de comprovar: casais que têm filhos são mais felizes. E quanto maior o número de filhos, maior é a satisfação.
O coordenador da pesquisa, Luis Angeles, acredita que o resultado é simples de entender: quando responderam sobre as coisas mais importantes de suas vidas, a maioria das pessoas casadas colocou os filhos no topo da lista. E a influência das crianças na satisfação dos pais está relacionada à maneira com que a família passa as horas de lazer e a satisfação da família com a vida social.
Fontes: http://www.gla.ac.uk/media/media_110444_en.pdfhttp://www.springerlink.com/content/a34114m070112044/
Confirma-se o ensinamento de Deus e da Igreja:
“A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS, 50; HV, 11; FC, 29).
“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.
Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.
Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade”. (Sl 126,3-5)
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373).
“Os filhos são o dom mais excelente do Matrimónio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (§ 2378).
O Papa João Paulo II disse:
“Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.
“Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões actuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.
“Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).
“Não tenham medo da vida”. (João Paulo II)
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Capelinha das Aparições em Fátima - em directo 24h AQUI
Editorial

E agora...
Por Conceição Vieira
vieira.mariagomes@gmail.com
Numa entrevista à Visão e na continuidade de afirmações anteriores, José Sócrates, movido pelo 'lobi da modernidade’, diz não abdicar de uma das medidas que, constam do seu programa eleitoral: "a equiparação das uniões de facto entre homossexuais ao casamento". O líder parlamentar do Bloco de esquerda, nas propostas apresentadas à Assembleia da República, inclui também as uniões entre homossexuais.
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Caritas in veritate em 'cápsulas'
Caridade sem verdade: "Sem verdade, a caridade cai em sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade." (nº3)Caridade sem Deus: "Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo." (nº4)
Se queres um bate-papo contacta: tu.importas@hotmail.com.
Está sempre alguém para falar contigo!!!





























